Curso Esteira Transportadora Carga Abrasiva e Sal
DESCRIÇÃO TÉCNICA: CURSO APERFEIÇOAMENTO COMO EXECUTAR OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO NIVEL 1 EM ESTEIRA TRASNPORTADORA CARGA ABRASIVA E SAL.
Treinamento Profissionalizante Noções Básicas - Referência: 142653
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Curso Esteira Transportadora carga Abrasiva e Sal
O Curso de Aperfeiçoamento em Operação e Manutenção Nível 1 em Esteira Transportadora para Carga Abrasiva e Sal tem como objetivo desenvolver a competência técnica dos profissionais para operar, inspecionar e executar manutenção básica em sistemas de transporte por correia utilizados em ambientes com materiais altamente abrasivos.
O treinamento aborda os princípios de funcionamento das esteiras transportadoras, identificação dos principais componentes do sistema, controle operacional, alinhamento da correia, monitoramento de desgaste e procedimentos de manutenção preventiva aplicados a cargas abrasivas, como sal, minérios e granulados minerais.
Durante a capacitação, o participante aprende a reconhecer falhas comuns do sistema, como desalinhamento de correia, desgaste prematuro de roletes, acúmulo de material, falhas de raspadores e problemas em tambores motrizes e de retorno. O curso também apresenta métodos de inspeção operacional, rotinas de verificação periódica e práticas seguras de intervenção em equipamentos de transporte contínuo.
Outro objetivo do treinamento é reforçar a segurança nas atividades de operação e manutenção, abordando análise de riscos, procedimentos de bloqueio e etiquetagem de energia (LOTO – Lockout Tagout), prevenção de aprisionamentos e boas práticas de trabalho em sistemas de movimentação de materiais.
Ao final do curso, o profissional estará apto a operar esteiras transportadoras de forma segura, identificar anomalias operacionais, executar manutenção de primeiro nível e contribuir para a confiabilidade, continuidade operacional e integridade dos equipamentos utilizados no transporte de materiais abrasivos.
Quando a manutenção de nível 1 deve ser executada em sistemas de esteira transportadora?
A manutenção de nível 1 em sistemas de esteira transportadora deve ocorrer de forma rotineira e preventiva, integrada à operação diária do equipamento. O objetivo é identificar anomalias iniciais e evitar falhas que possam interromper o transporte de materiais.
Em operações com carga abrasiva, como sal, minérios ou granulados, a manutenção deve ocorrer diariamente ou conforme plano de inspeção operacional, devido ao desgaste acelerado causado pelo atrito constante entre o material transportado e os componentes do sistema.
Esse nível de manutenção normalmente é executado antes do início da operação, durante paradas programadas ou ao final do turno, incluindo verificações visuais e funcionais dos principais elementos da esteira.
Sempre que o operador identificar desalinhamento excessivo da correia, desgaste crítico de componentes, vibração anormal, travamento de roletes ou falhas no sistema de acionamento, a manutenção de nível 1 deve ser realizada imediatamente ou comunicada à equipe responsável pela manutenção corretiva.
Essa prática mantém a confiabilidade operacional do sistema transportador, reduz paradas inesperadas e aumenta a vida útil dos componentes que operam sob condições severas de abrasão.
Onde ocorrem os pontos de maior desgaste em uma esteira transportadora que opera com materiais abrasivos?
Os pontos de maior desgaste em uma esteira transportadora que opera com materiais abrasivos, como sal, areia ou minérios, concentram-se nas regiões onde ocorre impacto, atrito contínuo e concentração de carga. Esses locais sofrem degradação acelerada devido ao contato constante entre o material transportado e os componentes do sistema.
Os principais pontos de desgaste são:
1. Zona de carregamento (ponto de alimentação)
Local onde o material cai sobre a correia. O impacto e o atrito provocam desgaste da correia, das chapas de impacto e dos roletes de carga.
2. Correia transportadora
A superfície da correia sofre abrasão constante causada pelo deslocamento do material. Em cargas abrasivas, o desgaste ocorre principalmente na camada superior.
3. Roletes de carga
Os roletes que sustentam a correia no trecho carregado sofrem desgaste devido ao peso do material, partículas abrasivas e possível infiltração de contaminantes.
4. Raspadores de correia
Os raspadores trabalham em contato direto com a correia para remover material aderido, gerando atrito contínuo e desgaste das lâminas.
5. Tambores motrizes e de retorno
O contato permanente com a correia e o material residual provoca desgaste do revestimento do tambor, especialmente em ambientes com material abrasivo.
6. Pontos de transferência entre transportadores
Quando o material é transferido de uma esteira para outra, ocorre impacto, turbulência de material e abrasão na estrutura metálica e nos dispositivos de vedação.
7. Calhas e guias laterais de contenção
Essas estruturas mantêm o material sobre a correia, mas também sofrem desgaste por atrito constante com partículas abrasivas.
Por esse motivo, sistemas que transportam sal ou outros materiais abrasivos exigem inspeções operacionais frequentes e manutenção preventiva, evitando desgaste prematuro, desalinhamento da correia e falhas estruturais no transportador.
Por que o desalinhamento da correia transportadora pode provocar falhas prematuras no sistema?
O desalinhamento da correia transportadora provoca falhas prematuras porque altera a distribuição normal das cargas no sistema e gera atrito excessivo entre a correia e a estrutura do transportador.
Quando a correia se desloca lateralmente, ela passa a pressionar guias, roletes e estruturas metálicas, causando desgaste acelerado da borda da correia, danos nos roletes e aumento da resistência ao movimento.
Esse desalinhamento também provoca tensões irregulares ao longo da correia, o que pode gerar deformações, rasgos nas bordas e redução da vida útil do material de revestimento.
Além disso, o funcionamento desalinhado tende a provocar travamento ou desgaste prematuro dos roletes, pois eles passam a operar sob cargas laterais para as quais não foram projetados.
Em sistemas que transportam materiais abrasivos, como sal ou minérios, o problema se torna ainda mais crítico, pois o material pode acumular nas laterais da estrutura, aumentando o atrito e agravando o desgaste dos componentes.
Se não corrigido, o desalinhamento pode resultar em danos na correia transportadora, falhas em tambores e roletes, aumento do consumo de energia e paradas não programadas do sistema. Por isso, a verificação de alinhamento deve fazer parte das rotinas operacionais e de manutenção preventiva das esteiras transportadoras.
Quando é necessário realizar o ajuste de tensionamento da correia transportadora?
O ajuste de tensionamento da correia transportadora deve ocorrer sempre que o sistema apresentar sinais de perda de tração, desalinhamento da correia ou funcionamento irregular do transportador.
Normalmente, o tensionamento é necessário após a instalação inicial da correia, durante o período de acomodação do material, quando ocorre alongamento natural causado pela operação e pelas cargas transportadas.
Também é necessário realizar o ajuste quando surgem patinamento da correia no tambor motriz, redução da eficiência de tração ou dificuldade no arranque do sistema transportador.
Outro momento crítico ocorre quando há desalinhamento recorrente da correia, pois a tensão inadequada pode favorecer deslocamentos laterais durante a operação.
O tensionamento deve ser verificado ainda após intervenções de manutenção, como substituição de correia, troca de roletes, manutenção em tambores ou ajustes na estrutura do transportador.
Em sistemas que operam com materiais abrasivos, como sal ou minérios, a verificação da tensão deve ser mais frequente, pois o desgaste dos componentes e o acúmulo de material podem alterar o comportamento dinâmico da correia.
Manter o tensionamento correto garante boa aderência entre correia e tambor motriz, estabilidade operacional, menor desgaste dos componentes e maior vida útil do sistema transportador.
Critérios para Emissão de Certificados: Saiba Mais!
Normas e Regulamentos
Referências Normativas (Fontes) aos dispositivos aplicáveis, suas atualizações e substituições até a presente data:
NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais;
NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade;
NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais;
NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;
ABNT NBR 13862 – Transportadores contínuos – Transportadores de correia – Requisitos de segurança para projeto;
ABNT NBR 8011 – Transportadores contínuos – Transportadores de correia – Cálculo da capacidade;
ABNT NBR 13861 – Transportadores contínuos – Transportadores de correia – Armazenagem, embalagem e manuseio de correias transportadoras;
ABNT NBR 16422 – Transportadores contínuos – Transportadores de correia – Distâncias mínimas para instalação de raspadores secundários em chutes de transferência de transportadores de correia;
ABNT NBR 6110 – Transportadores contínuos – Transportadores de correia – Larguras e comprimentos de correias transportadoras;
ABNT NBR 8163 – Transportadores contínuos – Transportadores de correia – Espessuras de correias transportadoras e suas coberturas.
ABNT NBR ISO 14121-2 – Segurança de máquinas – Apreciação de riscos;
Protocolo 2015 – Guidelines American Heart Association;
ISO 10015 – Gestão da qualidade – Diretrizes para treinamento;
ISO 45001 – Sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional – Requisitos com orientação para uso;
ISO 56002 – Innovation management – Innovation management system;
Nota: Este Serviço atende exclusivamente as exigências da MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) quando se tratar de atendimento a outros Órgãos, informe no ato da solicitação.
Conteúdo Programático Normativo
DESCRIÇÃO TÉCNICA: CURSO APERFEIÇOAMENTO COMO EXECUTAR OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO NIVEL 1 EM ESTEIRA TRASNPORTADORA CARGA ABRASIVA E SAL.
Carga Horária: 60 Horas
CAPÍTULO 1 – Fundamentos dos Sistemas de Transporte por Correia (08 Horas);
Conceitos de movimentação contínua de materiais.
Princípios de funcionamento das esteiras transportadoras.
Aplicação industrial das correias transportadoras em mineração, portos, salinas e indústria química.
Características dos materiais abrasivos e seus efeitos nos equipamentos.
Propriedades físicas do sal e influência na operação do transportador.
Componentes básicos de um transportador de correia.
Tipos de transportadores utilizados em materiais granulares e abrasivos.
Conceitos de capacidade de transporte e produtividade operacional.
CAPÍTULO 2 – Componentes Estruturais das Esteiras Transportadoras (08 Horas);
Estrutura metálica do transportador.
Tipos de correias transportadoras e suas aplicações.
Carcaças de correia (têxtil e metálica).
Revestimentos e compostos de borracha para cargas abrasivas.
Roletes de carga, retorno e impacto.
Cavaletes e suportes estruturais.
Tambores motrizes, de retorno, esticadores e de desvio.
Sistemas de raspadores e limpeza de correia.
Guias laterais e sistemas de contenção de material.
CAPÍTULO 3 – Operação Segura de Esteiras Transportadoras (08 Horas);
Procedimentos operacionais em transportadores contínuos.
Partida, operação e parada do sistema transportador.
Monitoramento operacional durante o transporte de carga abrasiva.
Identificação de ruídos anormais e vibrações.
Controle de fluxo de material.
Monitoramento de desalinhamento de correia.
Operação segura em ambientes industriais.
Prevenção de acidentes em sistemas de transporte contínuo.
CAPÍTULO 4 – Desgaste e Falhas em Sistemas de Transporte de Carga Abrasiva (08 Horas);
Fenômenos de abrasão em correias transportadoras.
Desgaste em roletes e tambores.
Impacto de material na zona de carregamento.
Acúmulo de material e contaminação do sistema.
Falhas comuns em transportadores de sal e granulados.
Rasgos e danos em correias transportadoras.
Desgaste de raspadores e guias laterais.
Efeitos da corrosão em ambientes salinos.
CAPÍTULO 5 – Inspeção Operacional em Esteiras Transportadoras (08 Horas);
Inspeção visual do sistema transportador.
Verificação de alinhamento da correia.
Avaliação de roletes e rolamentos.
Identificação de vibrações e aquecimento de componentes.
Inspeção de raspadores e sistemas de limpeza.
Monitoramento de pontos de transferência de material.
Identificação de desgaste estrutural.
Registro e documentação de inspeções operacionais.
CAPÍTULO 6 – Manutenção Nível 1 em Esteiras Transportadoras (10 Horas);
Conceitos de manutenção preventiva.
Manutenção operacional de primeiro nível.
Ajuste de alinhamento da correia transportadora.
Ajuste de tensionamento da correia.
Limpeza operacional do transportador.
Substituição básica de roletes.
Ajuste de raspadores e dispositivos de limpeza.
Controle de acúmulo de material na estrutura.
Identificação de falhas que exigem manutenção especializada.
CAPÍTULO 7 – Segurança nas Atividades de Operação e Manutenção (06 Horas);
Identificação de riscos em transportadores de correia.
Riscos mecânicos em sistemas de movimentação de materiais.
Pontos de aprisionamento e esmagamento.
Procedimentos seguros de intervenção em equipamentos.
Sistemas de bloqueio e etiquetagem de energia (LOTO – Lockout Tagout).
Procedimentos de parada segura do transportador.
Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
Procedimentos de emergência em sistemas transportadores.
CAPÍTULO 8 – Avaliação Prática e Verificação de Competência (04 Horas)
Avaliação teórica sobre operação e manutenção de transportadores de correia.
Verificação do conhecimento sobre componentes do sistema transportador.
Identificação prática de falhas operacionais em esteiras transportadoras.
Análise de situações de risco em sistemas de transporte contínuo.
Demonstração prática de inspeção operacional.
Simulação de verificação de alinhamento e tensionamento da correia.
Avaliação da aplicação de procedimentos de segurança durante intervenções.
Validação da competência técnica do participante para operação e manutenção nível 1.