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Curso Projeto Cabine Primária Média Tensão | EAD | Ao Vivo | 323

O objetivo do Curso Projeto de Cabine Primária de Média Tensão é instruir os profissionais designados a elaboração do projeto de cabine primária para trabalhos com média tensão, onde é necessário conhecimento técnico aprimorado sobre esses sistemas para garantir que não haverá a possibilidade da ocorrência de falhas ou acidentes com o equipamento.

  • Validade: Anual
  • 40h
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CURSO PROJETO CABINE PRIMÁRIA MÉDIA TENSÃO

DESCRIÇÃO TÉCNICA: CURSO DE APRIMORAMENTO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE CABINE PRIMÁRIA DE MÉDIA TENSÃO

Treinamento Profissionalizante Noções Básicas - Referência: 323

Aplicamos Cursos e Treinamentos; Realizamos Traduções e Versões em Idioma Técnico: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Mandarim, Alemão, Russo, Sueco, Holandês, Hindi, Japonês e outros consultar.

QUAL O OBJETIVO DO CURSO PROJETO DE CABINE PRIMÁRIA DE MÉDIA TENSÃO?

O Curso de Aprimoramento para Elaboração de Projeto de Cabine Primária de Média Tensão foi desenvolvido para profissionais que precisam projetar, revisar ou especificar cabines primárias com segurança, rastreabilidade técnica e conformidade normativa, reduzindo erros de dimensionamento, retrabalhos e riscos críticos associados à média tensão.
O curso apresenta, de forma aplicada e objetiva, os fundamentos e critérios técnicos necessários para dimensionamento de transformadores, cabos, barramentos, dispositivos de manobra e proteção, além da construção da documentação completa do projeto, incluindo diagramas, memoriais, especificações técnicas e requisitos de comissionamento.
Na prática, o aluno aprende a estruturar um projeto que possa ser implementado com consistência em campo, contemplando aspectos de proteção, seletividade, aterramento, intertravamentos, segurança operacional e integração com requisitos legais, incluindo diretrizes alinhadas à NR 10, boas práticas de engenharia elétrica e normas técnicas aplicáveis.
Este curso não é “conteúdo genérico”. Ele é voltado para quem precisa entregar projeto com padrão profissional, com clareza técnica suficiente para dialogar com concessionária, integrador, manutenção, fiscalização e auditorias, evitando o erro mais comum do mercado: cabine projetada “no chute”, que vira passivo técnico e risco operacional.

  

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS REQUISITOS TÉCNICOS E NORMATIVOS QUE UM PROJETO DE CABINE PRIMÁRIA DE MÉDIA TENSÃO DEVE ATENDER PARA SER CONSIDERADO CONFORME?

Um projeto de cabine primária de MT precisa atender, no mínimo, a estes pilares:

 Segurança elétrica e controle de risco (barreiras, intertravamentos, zonas segregadas, sinalização, acesso controlado)
Conformidade legal com NR-10 (documentação, procedimentos, prontuário, critérios de segurança em instalações e serviços)
Critérios de projeto de MT: isolamento adequado, níveis de tensão suportável, capacidade de interrupção, suportabilidade térmica/dinâmica
Aterramento e equipotencialização consistentes, com controle de tensões de passo/toque e compatibilidade com SPDA quando aplicável
Coordenação de proteção e seletividade, evitando “desarme geral” ou falha de proteção em curto-circuito real
Documentação rastreável: diagramas, memoriais, especificações, listas de materiais e critérios de ensaios/comissionamento

Em resumo: não é só montar unifilar bonito. É projeto com engenharia e responsabilidade.

QUAIS PARÂMETROS DEFINEM A ESCOLHA DO DISJUNTOR DE MT EM UMA CABINE PRIMÁRIA?

A escolha do disjuntor de MT é definida pela tensão nominal (kV), corrente nominal (A), capacidade de interrupção (kA) compatível com o curto-circuito calculado, suportabilidade térmica e dinâmica, além do tipo de tecnologia (ex.: vácuo ou SF6) conforme aplicação. O disjuntor deve suportar o regime contínuo e interromper faltas sem risco de falha mecânica/elétrica.
Na prática, a especificação correta depende diretamente do nível de curto no barramento e do tempo total de eliminação da falta, garantindo que o equipamento tenha capacidade real de interrupção e durabilidade operacional sem subdimensionamento.

COMO GARANTIR SELETIVIDADE ENTRE A PROTEÇÃO DE MT E A PROTEÇÃO GERAL DE BT APÓS O TRANSFORMADOR?

A seletividade entre MT e BT é garantida ajustando as curvas tempo x corrente para que a proteção a jusante (BT) atue primeiro nas faltas internas do lado BT, enquanto a proteção de MT permanece como retaguarda temporizada. Isso exige pickup coerente, coordenação por tempo e verificação de atuação em diferentes cenários de curto (fase-fase e fase-terra).
O objetivo é impedir que uma falha em BT derrube a cabine inteira, mantendo continuidade operacional, e ao mesmo tempo assegurar que a proteção de MT atue caso a proteção de BT falhe ou a falta esteja no trecho entre transformador e entrada de BT.

QUAIS GRANDEZAS OBRIGATORIAMENTE ENTRAM NO MEMORIAL DE CÁLCULO DE DIMENSIONAMENTO DE CABOS DE MT?

No memorial de cálculo de cabos de MT entram obrigatoriamente a corrente de projeto, método de instalação, temperatura do ambiente, condições de agrupamento e fatores de correção, além da capacidade de condução e verificação térmica em curto-circuito considerando corrente de falta e tempo de eliminação. Sem a verificação térmica de curto, o cabo pode “passar” na corrente nominal e falhar no primeiro defeito.
Também devem ser considerados limites de queda de tensão/condições operacionais quando aplicável, garantindo que o dimensionamento seja completo e coerente com o regime elétrico da instalação e com o desempenho esperado do sistema de proteção.

 

QUAL A IMPORTÂNCIA DO CURSO PROJETO CABINE PRIMÁRIA MÉDIA TENSÃO?

A importância do Curso de Aprimoramento para Elaboração de Projeto de Cabine Primária de Média Tensão é simples: ele coloca o profissional no nível de quem projeta com engenharia de verdade, e não no modo “desenho bonito”. Cabine primária é infraestrutura crítica, envolve risco real de arco elétrico, falhas catastróficas e impacto direto na continuidade operacional da planta. Um erro de especificação em MT não vira retrabalho bobo, vira passivo técnico, parada de produção e, dependendo do caso, acidente grave.
O curso é essencial porque ensina a executar o projeto com critério técnico completo, contemplando dimensionamentos, proteção, seletividade, aterramento, especificação de equipamentos e documentação rastreável. Isso significa entregar um projeto implantável, auditável e defensável, pronto para dialogar com concessionária, integradores, manutenção e fiscalizações, sem improviso e sem “achismo”.

No final, esse curso não é só sobre aprender projeto: é sobre reduzir risco, aumentar confiabilidade e blindar responsabilidade técnica. Quem domina cabine primária não disputa vaga por preço, disputa por autoridade.

ATENÇÃO:O Treinamento é Noções Básicas de Aperfeiçoamento Livre. *Não é substituto de formação acadêmica ou ensino técnico.

Referências Normativas quando for o caso aos dispositivos aplicáveis e suas atualizações:

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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO NORMATIVO

DESCRIÇÃO TÉCNICA: CURSO DE APRIMORAMENTO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE CABINE PRIMÁRIA DE MÉDIA TENSÃO

CAPÍTULO 01 (04H) – FUNDAMENTOS TÉCNICOS E ESTRUTURA DO SISTEMA EM MÉDIA TENSÃO

Conceitos de cabine primária e subestação abrigada. Arquitetura do fornecimento em média tensão e interface com a concessionária. Configurações típicas de entrada (radial, entrada/saída, anel). Definições fundamentais de tensão, corrente, potência aparente e fator de potência aplicados ao projeto. Responsabilidade técnica e limites do escopo de projeto. Aplicabilidade normativa NR 10 e ABNT NBR 14039 no contexto de instalações consumidoras em MT.

CAPÍTULO 02 (06H) – LEVANTAMENTO DE DADOS E PREMISSAS DE PROJETO

Leitura crítica de dados de campo e documentos existentes. Definição de premissas elétricas para projeto e expansão. Levantamento de demanda instalada e demanda provável. Critérios de crescimento, margem de projeto e criticidade da carga. Condições ambientais e construtivas. Interface com Facilities e manutenção. Tratamento de riscos operacionais e restrições do local. Estrutura mínima do pacote documental do projeto para rastreabilidade e conformidade.

CAPÍTULO 03 (06H) – DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO DO TRANSFORMADOR E INTERFACE MT/BT

Critérios de seleção e dimensionamento de transformador de potência. Potência nominal em kVA, impedância percentual, perdas e rendimento. Regimes de carga, sobrecarga admissível e impacto na operação. Tipos construtivos (seco/óleo) e limitações de instalação. Critérios de ventilação e segregação. Relação entre potência do transformador, demanda e níveis de curto-circuito na BT. Interface da cabine primária com o QGBT e distribuição em BT. 

CAPÍTULO 04 (06H) – DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES, BARRAMENTOS E INTERLIGAÇÕES

Critérios técnicos para seleção de cabos de média tensão, terminações e emendas. Seções, isolação e condições de instalação. Fatores de correção por temperatura, agrupamento e método de instalação. Verificação térmica em curto-circuito e suportabilidade. Dimensionamento de barramentos e conexões. Critérios de seleção de isoladores, suportes e distâncias de escoamento. Critérios de organização física e segregação para evitar falhas por arco e contaminação.

CAPÍTULO 05 (08H) – PROTEÇÃO, SELETIVIDADE E COORDENAÇÃO DO SISTEMA DE MT

Conceitos aplicados de proteção em MT. Estudos mínimos: curto-circuito, seletividade e coordenação de proteção. Correntes máximas e mínimas de falta. Dispositivos de proteção em MT: disjuntores, chaves seccionadoras, chave fusível e cubículos. Relés de proteção e suas funções típicas (sobrecorrente, falha à terra, subtensão/sobretensão quando aplicável). Critérios de especificação de TC/TP e efeitos de saturação na proteção. Ajustes e temporização. Coordenação MT versus BT para impedir desligamentos indevidos e garantir retaguarda.

CAPÍTULO 06 (04H) – ATERRAMENTO, EQUIPOTENCIALIZAÇÃO E SPDA APLICADO À CABINE

Princípios de aterramento aplicados à segurança operacional. Equipotencialização e continuidade elétrica. Integração do aterramento da cabine com o aterramento geral da instalação e com massas metálicas. Critérios para mitigação de tensões perigosas (passo e toque) em ambientes de cabine. Interface entre SPDA, blindagens e aterramento. Diretrizes de compatibilização de projeto com NBR 5419 quando aplicável.

CAPÍTULO 07 (04H) – LAYOUT, SEGURANÇA OPERACIONAL E REQUISITOS CONSTRUTIVOS

Critérios de projeto e construção de sala elétrica / cabine: acessos, ventilação, iluminação, sinalização, rotas de fuga e restrição de acesso. Barreiras físicas, segregação e intertravamentos. Requisitos operacionais para inspeção e manutenção. Identificação padronizada de circuitos e dispositivos. Considerações para manutenção segura e minimização de risco de arco elétrico. Requisitos da NR 10 para sinalização, prontuário e procedimentos operacionais aplicáveis à instalação.

CAPÍTULO 08 (02H) – DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA DO PROJETO E ENTREGÁVEIS

Pacote documental mínimo de um projeto profissional: diagrama unifilar, arranjo físico, memorial descritivo, memorial de cálculo, especificações técnicas, lista de materiais e requisitos de inspeção e comissionamento. Padrão de apresentação e rastreabilidade. Checklists técnicos para entrega e validação. Boas práticas para integração do projeto ao prontuário e rotinas de manutenção.


OBSERVAÇÕES

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