CURSO MEDIÇÃO DE CALOR E IBUTG
DESCRIÇÃO TÉCNICA: CURSO APERFEIÇOAMENTO COMO EXECULTAR MEDIÇÃO DE CALOR IBUTG
Treinamento Profissionalizante Noções Básicas - Referência: 153938
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QUAL OBJETIVO DO CURSO MEDIÇÃO DE CALOR E IBUTG?
O objetivo do curso é capacitar o profissional para planejar e executar avaliações quantitativas de exposição ocupacional ao calor, aplicando corretamente o Índice IBUTG (Bulbo Úmido Termômetro de Globo) em atividades internas e externas, com ou sem carga solar. O participante aprende a selecionar e posicionar adequadamente os sensores (tbn, tg e tbs), definir estratégia de amostragem por função e Grupo de Exposição Similar (GES), registrar períodos de trabalho e descanso e interpretar os resultados conforme critérios técnicos, garantindo medições consistentes e tecnicamente defensáveis.
Além disso, o curso tem como objetivo formar competência para emitir relatórios técnicos completos que sustentem decisões de controle de risco no PGR/GRO e, quando necessário, subsidiem laudos de insalubridade por calor. O aluno aprende a correlacionar os valores obtidos com os parâmetros normativos aplicáveis, documentar condições ambientais, vestimentas/EPI, metabolismo da tarefa e fatores de correção, além de elaborar recomendações técnicas (engenharia, organização do trabalho e medidas administrativas). Assim, o profissional passa a atuar com padrão compatível com auditorias, fiscalizações e perícias

COMO DEFINIR CORRETAMENTE O PONTO DE MEDIÇÃO DO IBUTG E POR QUE O POSICIONAMENTO DO EQUIPAMENTO ALTERA O RESULTADO?
A medição de calor por IBUTG só é tecnicamente válida quando o conjunto sensor (globo, bulbo úmido natural e bulbo seco quando aplicável) é posicionado na zona representativa de exposição do trabalhador, considerando altura, proximidade da fonte térmica e o microclima real da tarefa. No curso, o aluno aprende a escolher o ponto com base no “local de permanência efetiva” e não apenas no local mais quente do ambiente. Aprende também a evitar erros clássicos, como medir ao lado de ventiladores, em áreas não ocupadas ou fora do ciclo operacional.
Além disso, o posicionamento deve considerar se o ambiente é interno ou externo e se existe carga solar direta. Isso muda o modelo de cálculo e a interpretação do índice. O curso mostra como mapear o deslocamento do trabalhador, como medir em áreas com gradientes térmicos e como registrar a condição real do processo (paradas, abertura de portas, calor radiante, convecção). O profissional aprende que medição “mal posicionada” gera relatório frágil: ou cria passivo por subestimativa, ou gera custo desnecessário por superestimativa.
COMO ESCOLHER A ESTRATÉGIA DE AMOSTRAGEM (TEMPO, CICLOS E GES) PARA QUE A MEDIÇÃO SEJA DEFENSÁVEL EM AUDITORIA E PERÍCIA?
O curso ensina a estruturar avaliação quantitativa de calor adotando estratégia de amostragem baseada em ciclo real de trabalho, definindo períodos representativos e separando o que é exposição contínua do que é exposição intermitente. O aluno aprende a utilizar o conceito de Grupo de Exposição Similar (GES), evitando medições genéricas que não representam o trabalhador. Aprende também a registrar corretamente a combinação de tarefas, tempos de permanência, pausas e rota operacional, porque o IBUTG é sensível à variação de tempo e ao local de exposição.
A parte que dá robustez técnica é a rastreabilidade: não basta “ter número”. O curso mostra como documentar metodologia, justificar a escolha dos pontos e tempos e registrar condições críticas (vento, umidade, radiação, ventilação). Também ensina como integrar a medição ao PGR/GRO, mantendo coerência com o inventário de riscos e critérios de avaliação da NR-09. Assim, o relatório deixa de ser frágil e passa a ser tecnicamente defensável para fiscalização e perícia trabalhista.
COMO INTERPRETAR O IBUTG CONSIDERANDO TIPO DE AMBIENTE (INTERNO/EXTERNO), CARGA SOLAR E VARIÁVEIS QUE DISTORCEM A LEITURA?
O aluno aprende que IBUTG não é “temperatura do dia”: é um índice composto, que depende de radiação térmica (globo), umidade e ventilação (bulbo úmido natural) e, em ambientes externos com sol, da temperatura de bulbo seco. O curso ensina a diferenciar avaliação em ambiente interno sem carga solar, ambiente externo com carga solar e áreas semiabertas, aplicando o critério correto. Também ensina a reconhecer distorções por reflexo, fontes intermitentes, proximidade de superfícies quentes e variações de vento.
A interpretação técnica correta exige analisar a condição operacional real e os fatores que alteram o índice sem alterar o risco verdadeiro. Por isso, o curso aborda como registrar vestimenta, EPI, troca térmica e pausas em áreas de descanso, e como tratar cenários com microclimas diferentes (fornos, caldeiras, telhados, pátios). Também se discute o erro comum de medir em horário “conveniente”, subestimando picos de exposição. Aqui, o foco é formar leitura crítica: dado bom é dado representativo.
COMO ELABORAR RELATÓRIO TÉCNICO DE IBUTG QUE REALMENTE SUSTENTE AÇÕES NO PGR E DECISÕES DE INSALUBRIDADE (QUANDO APLICÁVEL)?
O curso ensina a elaborar relatório técnico completo, com metodologia clara, identificação do ambiente e atividade, dados instrumentais, condições de medição, resultados obtidos, análise de conformidade e recomendações objetivas. O aluno aprende a documentar dados essenciais como local, horário, condição climática, ventilação, atividade executada, tempo de exposição, pausas e caracterização do GES. Também aprende a inserir evidências técnicas e justificativas para tornar o relatório auditável, evitando conclusões “frases prontas” sem base metrológica e sem rastreabilidade.
Além disso, o curso aborda como transformar o resultado em gestão: recomendações de controle hierarquizadas (engenharia, administrativas, organização do trabalho), definição de pausas térmicas, hidratação, ventilação/exaustão, barreiras térmicas e readequação operacional. Quando aplicável, o relatório também pode subsidiar caracterização de insalubridade por calor, desde que o profissional trate limites, metodologia e justificativas com rigor. Resultado: documento útil, aplicável e defensável, que reduz risco real e reduz passivo trabalhista.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO CURSO MEDIÇÃO DE CALOR E IBUTG?
A importância do Curso está no fato de que exposição ocupacional ao calor é risco físico crítico, com potencial real de causar fadiga térmica, desidratação, queda de produtividade, colapsos, síncope e até eventos graves em campo. Sem medição técnica, a empresa trabalha no escuro: ou subestima o risco e expõe o trabalhador, ou superestima e cria custo operacional desnecessário. O curso forma o profissional para executar avaliação quantitativa correta, com metodologia, instrumentação adequada e posicionamento certo dos sensores, entregando um resultado confiável para tomada de decisão.
Além disso, o curso é essencial porque gera defensabilidade técnica e legal para o PGR/GRO e para auditorias, fiscalizações e perícias trabalhistas. Medição de IBUTG mal feita é uma bomba-relógio documental: cai fácil em questionamento, aumenta passivo e derruba credibilidade do programa de SST. Aqui o aluno aprende a planejar amostragem por GES, registrar ciclo real de trabalho, interpretar IBUTG com/sem carga solar, considerar vestimentas/EPI e produzir relatório técnico robusto com recomendações aplicáveis. Resultado: controle real do risco, conformidade e redução direta de passivo.
ATENÇÃO:O Treinamento é Noções Básicas de Aperfeiçoamento Livre. *Não é substituto de formação acadêmica ou ensino técnico.